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Informatica-hoje

Page history last edited by Marcia Cardoso 11 years, 9 months ago

 

 

Informática Hoje

 

1988

 

 

Unix: qual o melhor caminho para o Brasil? Informática Hoje. Ano 4. No 166. 17 de outubro de 1988.

( a proposta da SEI é a adoção de um padrão internacional como o da OSF – ao qual até a AT&T estaria disposta a aderir.)

 

  • o Brasil deveria se alinhar aos movimentos internacionais que estão em busca de um padrão independente de sistema operacional multiusuário do tipo Unix, e não adotar, como padrão para o país, um determinado produto, propriedade de um fabricante – seja ele nacional o estrangeiro. Esta é , em síntese, a idéia de um documento que está sendo elaborado pela SEI.

  • O subsecretário industrial da SEI, Américo Rodrigues, informa que o documento está quase pronto e espera que ele possa se tornar público ainda este ano.

  • A OSF é um bom exemplo, segundo Rodrigues, porque a ela estão associadas as maiores empresas do setor de informática, como IBM, Digital, Nixdorf, Siemens, Bull , Toshiba. “Se o mundo está buscando o caminho da integração, por que nós iríamos no sentido contrário?”

  • A idéia quer está prevalecendo, segundo Américo Rodrigues, é provocar, em relação ao Unix, um movimento semelhante ao que foi feito na área de redes, em que um grupo de usuários – empresas estatais 0 relacionou uma série de especificações a serem adotadas.

  • “A intenção do governo, ao incentivar esse movimento, foi evitar que se estabelecesse no mercado uma babel de redes, sejam elas nacionais ou estrangeiras.

  • Na área do Unix, a babel já está começando a se formar no Brasil. Rodrigues observa que já existem vários Unix-like como o SOX da Cobra, o Edix da Edisa, o Digix da Digirede, o Plurix da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entre outros, sem contar com o pedido da SID de licenciar o próprio Unix da AT&T.

 

 

A AT&T não entra na OSF. E forma um outro grupo. Informática Hoje. Ano 4. No 167. 24 de outubro de 1988.

( a busca de um padrão aberto de sistema operacional fica ainda mais difícil)

 

  • As esperanças de que a AT&T decidisse juntar-se ao grupo de empresas liderado pela IBM e pela DEC, na Open Software Foundation, desmoronaram na semana passada: na terça-feira , 18, alguns dos maiores fabricantes de computadores e produtores de software do mundo anunciaram a criação de outra entidade ..., cujo objetivo principal será a adoção do sistema Unix V versão 4.0 da AT&T, como padrão para seus futuros produtos.

  • Para o Brasil, a criação da nova associação adiciona mais uma dose de confusão na luta pela adoção de um padrão internacional: um documento que está sendo preparado pela SEI sugere que o país parta para um sistema operacional-padrão que não seja propriedade de um só fabricante.

 

 

Na briga entre a OSF e a AT&T, o Brasil aposta no empate. Informática Hoje. Ano 4. No 168. 31 de outubro de 1988.

( a SEI e empresas nacionais esperam que os dois grupos reúnam suas forças e cheguem a um só padrão, aceito mundialmente.)

 

  • Não se deve estabelecer um padrão em cima de um produto de uma empresa. Principalmente quando se está falando de padrão de sistemas operacionais abertos. É a partir dessas premissas que as pessoas, no Brasil, interessadas em que o país caminhe para a adoção de um padrão internacional, estão acompanhando a queda-de-braço entre os dois grupos formados pelos gigantes da indústria mundial – a Open Software Foundation e o grupo da AT&T – que tem o Unix como pano de fundo.

  • Para o subsecretário industrial da SEI, Américo Rodrigues, “nós teremos que caminhar para um padrão nacional compatível a nível internacional. Se os dois grupos permanecerem, nós teremos que ir atrás de um deles – e é melhor escolher o mais forte”. E, na sua opinião, o mais forte em termos de mercado é a OSF.

  • Américo Rodrigues faz questão de esclarecer que nem a movimentação internacional nem o trabalho que deve ser feito no país em busca de um padrão têm qualquer relação com o exame de similaridade a que está sendo submetido o Sidix, da SID (implementado sobre o código do Unix, licenciado da AT&T).

  • Qualquer que seja o resultado do embate entre os dois grupos internacionais, Moysés Pluciennik, que foi o responsável pelo desenvolvimento do Sidix, está convencido de que o Unix sairá vencedor. Ele lembra que o AIX, da IBM – que até agora tem sido a bandeira da OSF – é uma versão do Unix V2.0 e paga royalties à AT&T. E argumenta que a própria OSF tem todo o interesse em ganhar a adesão da AT&T, para não brigar com o padrão de fato, que é o Unix.

  • Ele acha fantástica a tentativa de unificação mundial em torno de um padrão e aplaude a proposta da SEI de incentivar esse caminho para o Brasil - “é a coisa mais sensata que já ouvi nos últimos tempos”.

  • O diretor de desenvolvimento da Cobra, Manoel Lage, também não têm dúvidas de que os dois grupos vão se unir: “ o que vai aglutinar essas forças será a pressão dos usuários e das software houses. SE a confusão persistir, eles vão se sentir desestimulados a investir”. Quanto ao Brasil, Lage espera que o movimento a ser estimulado pela SEI - “embora tardio” - possa conduzir para uma política nacional para sistemas abertos. E retoma a sugestão de que o SOX seja utilizado como uma plataforma tecnológica para implementar as diversas versões das demais empresas nacionais, garantindo que não quer, com isso, ver nenhuma empresa dependente da Cobra: “ a nossa proposta sempre foi passar o SOX para um consórcio de empresas e estamos tentando fazer isso novamente agora, com a privatização: o SOX ficaria sob a responsabilidade da Abicomp”.

 

 

A Cobra e o Inpe investem no sistema de mensagens. Informática Hoje. Ano 4. No 170. 14 de novembro de 1988.

 

  • Desenvolvido pelo Inpe para microcomputadores da família IBM-PC, o SITIM – sistema de tratamento de mensagens – poderá ser utilizado em ambiente de multiprocessamento de dados multiusuário e multitarefa do SOX.

  • Com a evolução do SITIM para o sistema SOX – Unix-like desenvolvido pela Cobra – o Inpe continuará a evolução do sistema, com maiores recursos computacionais proporcionados pelo SOX.

  • de outro lado, o convênio fará com que o SOX e os supermicros da linha X da Cobra, passem a dispor de recursos gráficos avançados.

 

 

A Abicomp propõe um consórcio para assumir a Cobra. Informática Hoje. Ano 4. No 172. 28 de novembro de 1988.

 

 

( a sugestão é que um grupo de 12 empresas associadas assuma uma parte da Cobra, contando com aporte inicial do governo.)

 

  • A proposta da Abicomp para solucionar o problema da Cobra está pronta e deverá ser entregue no início da semana ao Conselho de desestatização.

  • um grupo de associadas está disposto a assumir uma parte da Cobra – aquela responsável pelo desenvolvimento do SOX – pela qual poderá pagar US$ 1 milhão.

  • Até um nome para a nova empresas está sugerido no documento: SOX S.A.

  • Nove empresas já se mostraram interessadas em fazer parte do grupo de acionistas: Elebra, Sistema Compart, Digirede, SID, Multidigit, TDA, Itautec e Labo.

  • A formalização da proposta de que a Cobra seja dividida e que um grupo de empresas assuma o controle de sua estrutura de desenvolvimento, incluindo o corpo técnico, partiu da convicção dos associados, manifestada numa moção, de que os esforços empregados até agora no desenvolvimento do SOX são de elevada importância estratégica para a política nacional de informática. “ A continuidade do desenvolvimento do SOX é tarefa que exige altos investimentos – constituindo-se, no Brasil, em um empreendimento quase impossível para uma única empresa”.

  • As associadas entendem que , com essa solução, “a Cobra será aliviada dos encargos de suportar esse projeto e terá o seu processo de privatização facilitado.” Mas , deixam claro, também., que “caso não seja adotada uma solução para o SOX, desvinculada do processo de privatização, as empresas têm certeza de que uma das primeiras providências do novo controlador seria a desativação desse projeto e a consequente dispersão da equipe”.

  • a proposta da Abicomp “....” : “que a empresa tenha como único objetivo o desenvolvimento e a comercialização do SOX.”

 

 

Unix – o rompimento final. Informática Hoje. Ano 4. No 174. 12 de dezembro de 1988.

(A Open Software Foundation e a Unix International não chegaram a um acordo sobre um padrão único. Agora cada uma vai tentar impor o seu próprio padrão: o AIX , da IBM, e o System V, da AT&T.)

 

  • em carta aberta aos membros da OSF, seu presidente, Henry Crouse, informa que o obstáculo principal à união entre a AT&T e a OSF foi a insistência da AT&T em impor o Unix V como base do ambiente operacional do grupo.

  • As consequências deste rompimento formal entre as organizações logo se fará sentir.

  • Donald Herman, recém-designado chairman da Unix International, admitiu:

  • “ A única coisa que posso lhes dizer é que hoje existem 1 milhão de usuários do Unix que acreditam estar utilizando um sistema operacional aceito como um padrão no setor.”

 

 

A Cobra, no ar. Informática Hoje. Ano 4. No 175. 19 de dezembro de 1988.

 

  • Depois de quase um ano de conversas, as incertezas continua rondando o processo de privatização da Cobra.

  • A sugestão mais definida para a solução do problema partiu da Abicomp, que propôs a formação de um consórcio de empresas interessadas na aquisição de uma das partes em que pode ser dividida a Cobra – aquela responsável pelo desenvolvimento do Sistema operacional SOX – pela qual poderia pagar US$ 1 milhão.

  • se evitaria que os esforços e investimentos empregados até agora no desenvolvimento do SOX, considerado de elevada importância estratégica para a política nacional de informática, fossem desperdiçados.

  • a demonstração da importância do SOX para a indústria nacional já havia sido dada em outubro, quando a Scopus e a Cobra decidiram unir-se e investir 300 mil no desenvolvimento conjunto de uma nova versão do sistema , para equipamentos baseados no microprocessador 80386.

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