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mundo-unix

Page history last edited by Marcia Cardoso 12 years, 1 month ago

 

Mundo Unix

 

 

1989

 

 

Criado /usr/group. Mundo Unix. março/89. Ano 1. número 0. p 4.

 

  • já está formado o primeiro grupo de usuários Unix no Brasil: o /usr/group/brasil.

  • tem como finalidade a divulgação do uso do ambiente operacional Unix, o intercâmbio de informação e esforços cooperativos.

  • Estará filiado ao /usr/group, entidade que engloba outros grupos de usuários em 11 países.

 

Linha X cresce. Mundo Unix. março/89. Ano 1. número 0. p 4.

 

  • A Cobra lançou este mês o X20, que vem juntar-se ao X10.

  • O X20 utiliza processador 68030 com frequência de clock de 20 Mhz e gerência de memória implementada no próprio 68030.

  • X20 possui modelos com 4 ou 8 Mbytes de memória principal.

  • Além da linha X, a Cobra também movimenta-se com as baterias de testes às quais vem submetendo o SOX, junto à empresa norte-americana Unisoft, visando o selo de aderência ao conjunto de especificações do X/Open, conforme a segunda versão do Portability Guide (XPG).

  • Em janeiro e fevereiro, técnicos da Cobra estiveram acompanhando, nos EUA, os testes que verificam se sistemas Unix-like estão de aocrdo com os ambientes de interface entre o sistema operacional e as aplicações desenvolvidas em conformidade com o CAE – Common Application Environment.

 

Nova máquina. Mundo Unix. março/89. Ano 1. número 0. p 5.

 

  • Uma nova empresa no segmento de supermicros é a Radix – Sistemas Multiusuários S.A., capitaneada pelo engenheiro eletrônico Marcos Rosenthal, ex-labo, ex-Olivetti e ex-Digibrás.

  • Sua máquina M320 (multiusuário, 32 bits , primeira série) pode ser configurada em diversos portes, indo de 10 a 120 terminais.

  • O novo computador possui processador Motorola 68020 a 17Mhz.

  • O SOX foi licenciado e transportado para a nova máquina buscando, segundo porta-voz da empresa, a maior compatibilidade com SVR2.

  • ferramentas oferecidas inicialmente são linguagens C, Cobol, Basic, bem como protocolos de comunicação BSC3, SNA/SDLC e X.25.

 

O mercado e os padrões: Unix é causa ou efeito? Mundo Unix. março/89. Ano 1. número 0. p 6.

 

  • na área de informática, a questão da falta de padrões apresenta o agravante de impactar violentamente os processos de migração de sistemas comuns a um ambiente com tal evolução tecnológica.

  • preocupados com este quadro, associações, grupos de usuários e estudiosos do mundo inteiro, inclusive em nosso país, se dedicam a obter uma especificação de sistema operacional que minimize os impactos da migração de aplicações, preserve os investimentos feitos em software e recursos humanos e proporcionar um conjunto de ferramentas básicas.

  • o Unix firmou-se no mercado pelo fato de possuir um projeto baseado em filosofia aberta, e de ter concentrado o interesse e criatividade da comunidade científica e acadêmica, há mais de 15 anos.

  • Tão certo é o futuro sucesso do Unix que no momento o mundo assiste a um verdadeiro duelo de Titãs entre grandes associações de fabricantes e software-houses.

  • De um lado, a OSF, encabeçada pela IBM e pela DEC.

  • De outro, a Unix International, capitaneada pela AT&T e pela Sun, luta pela continuidade da versão System V.

  • De fato, trata-se de uma luta pelo mercado da próxima década, e a escolhida retórica de padronização é insuficiente para esconder tais interesses.

  • No que tange à padronização no mundo Unix, existe uma peculiaridade: o Unix é a causa, não o efeito.

 

Consórcio de fabricantes planeja assumir desenvolvimento do SOX. Mundo Unix. abril/89. Ano 1. número 1. p 6.

 

  • um elemento novo promete contribuir para o esclarecimento da situação da Cobra e, principalmente, da evolução do sistema operacional SOX.

  • já está sendo formada a EPS – Empreendimentos e Participações em Software, um consórcio de empresas fabricantes que irá formar a SOX S A, visando o desenvolvimento, a produção e comercialização do SOX.

  • a Abicomp prevê que com um capita equivalente a US$ 1 milhão, a SOX S A teria estrutura financeira para se manter por 24 meses.

  • Embora ainda não tenham fechado sua posição, as empresas fabricantes de supermicros Edisa, SID, Digirede, principais fornecedores de sistemas Unix do país e já comprometidas com o licenciamento do System V de AT&T, deverão integrar o grupo.

 

Sox busca evolução e certificado X/Open. Mundo Unix. abril/89. Ano 1. número 1. p 9.

 

  • O SOX atualmente em seu release 2, deverá evoluir, segundo Manuel Lage, diretor de desenvolvimento, rumo aos padrões internacionais do X/Open. “Iremos buscar a funcionalidade do SVR4, mas não com a mesma implementação dos serviços”, diz ele.

  • a equipe trabalha com serviços de rede; interfaces gráficas com usuário; sistemas de gerenciamento de janelas, em cooperação com o NCE.

  • a Cobra está concluindo, junto à empresa norte-americana Unisoft, os testes de conformidade do SOX ao XPG 87 – versão 2 do X/Open.

  • Após cerca de quatro semanas de testes contínuos , a empesa está confiante na homologação e entrará brevemente com pedido de utilização do logotipo X/Open.

  • o aval do grupo X/Open é de grande importância para o SOX, principalmente no momento em que seu destino está sendo decidido a partir da tentativa da Abicomp junto ao BNDES para viabilizar a empresa SOX S A

 

Faller, Newton. O equívoco da liberação do Unix em 1989. Mundo Unix. abril/89. Ano 1. número 1. p 27.

 

  • Em janeiro de 1989 fomos surpreendidos pela notícia de que a SEI havia liberado a importação do Unix System V.3 da AT&T. Também nós, que somos os repsonsáveis pelo desenvolvimento do PLURIX, achamos que o Unix deve ser acessível aos fabricantes e usuários nacionais. Mas não o System V.3 e não em 1989! As nossas razões seguem abaixo.

  • Em primeiro lugar, o país não tem uma necessidade urgente de ter acesso especificamente ao Unix da AT&T. Não existe uma cultura Unix no Brasil e o incipiente mercado Unix tem sido suprido pelas inúmeras alternativas, supostamente nacionais, devidamente registradas na SEI.

  • Em segundo lugar, as alternativas nacionais (SOX da COBRA e PLURIX do NCE/UFRJ), isto é, as únicas que são acessíveis através de licenciamento no país, estão em fase final de homologação.

  • ... podem atender a uma parte do mercado. Isto representa .. menos remessa de dólares para o exterior e mais empregos qualificados no país.

  • Em terceiro lugar, definiu-se no exterior um padrão para todos os sistemas operacionais com filosofia Unix através de uma organização internacional chamada X/OPEN. (...) todos os grandes implementadores destes sistemas, inclusive a AT&T, já concordaram em respeitá-lo.

  • Em quarto lugar, o Unix cuja importação está sendo liberada (Unix System V.3) é obsoleto. Já de há muito se sabe que Unix precisa ser reescrito. O System V.4, prometido para o segundo semestre de 1989, será a primeira versão Unix a tentar superar essas deficiências.

  • Em quinto lugar, a OSF ( Open Software Foundation), que tem o apoio de empresas como a IBM e a DEC, promete para o início de 1990 a liberação do seu OSF-1 também totalmente compatível com as normas do X/Open. O OSF-1 pretende .... estar acessível à comunidade internacional sem o estigma de ser um produto atrelado a uma única empresa.

  • para aqueles que simplesmente pagam mais querem ter, no mínimo, um sistema operacional decente, importar o Unix em 1989 é um equívoco!

  • a nossa proposta para a questão do Unix é bastante simples: incentivos para que durante os próximos meses o mercado utilize e critique as alternativas necionais enquanto, para uma eventual importação, estuda-se entre o Unix System V.4 e o OSF-1 qual a alternativa internacional que melhor atende aos interesses nacionais.

 

Agora junto à Tesis e HP, Edisa amplia linha de máquinas Unix. Mundo Unix. maio/89. Ano 1. número 2. p 4.

 

  • Com a fusão Edisa-Tesis-HP do Brasil, a nova Edisa Informática adiciona ao status de líder de mercado de supermicros uma linha de produtos bem mais ampla.

  • Incorpora divisões distintas ... como calculadoras eletrônicas e equipamentos de teste e medição às suas antigas áreas de automação bancária e computadores de uso geral, além da divisão de sistemas técnicos para trabalhar nas estações de trabalho 68020 e 30 com Unix HP-UX, da Hewlett-Packard.

 

Futuro do SOX ainda requer definições. Mundo Unix. maio/89. Ano 1. número 2. p 6.

 

  • A questão dos sistemas Unix no Brasil permanece confusa, muito dada a indefinição sobre os rumos do SOX. A mais recente conquista do sistema da Cobras, o selo de conformidade com as especificações da X/Open, traz a merecida credibilidade do software, mas pode não ser suficiente para garantir um futuro estável.

  • O empenho da Abicomp em assumir o controle do sistema através da SOX S/A fica um tanto esvaziado pela não adesão dos fabricantes de supermicros, interessados diretos na questão do sistema Unix.

  • Edisa, Digirede e Sid não se motivaram a participar. Os três sustentam que já possuem hoje sistemas operacionais aceitos no mercado, e têm outras prioridades de investimento, inclusive o porte do system V release 3.1, cujo licenciamento a SEI já aprovou para a Edisa e a Sid.

  • Para o presidente da Cobra, Ivan da Costa Marques, este é um tipo de visão imediatista que hoje domina. “A questão do SOX tem a ver com a competitividade de nossas empresas que visem a exportação”.

  • Marques destaca que, avaliando a questão dos royalties a longo prazo, o investimento nacional com o SOX, que consumiu US$ 20 milhões no desenvolvimento, pode ser compensado. “Trazer o System V da AT&T e o próprio Xenix será um impacto no balanço de pagamentos do país.”

  • A posição inicial da Cobra é de fixar o preço do SOX em cerca de 75% do sistema da AT&T.

  • O presidente da Digirede, Arnon Schreiber, não acredita que o governo vá capitalizar e subsidiar as cópias do SOX. Apesar de considerar que o SOXdeve ser prestigiado, Arnon decidiu não entrar na SOX S/A. “É um impasse difícil. Para os fabricantes que apostaram no Unix primeiro, e abriram o mercado, não é justo esperar pelo SOX e se igualar a empresas que estão chegando agora”, diz ele.

  • Também, Nelson Wortsman, diretor superintendente da Sid, concorda que é “um pouco tarde para entrar neste barco. Investimos US$ 10 milhões e cinco anos no Sidix, e esperamos agora o retorno”.

  • Pela Edisa, o presidente Flavio Sehn garante que hoje o esforço é no porte do System V release 3. “Temos uma ótima equipe de software, mas não vamos ficar sempre correndo atrás do que se faz lá fora. Para nós é vantagem pagar para a AT&T.

  • O fato da Cobra ter entrado com recurso no CONIN contra a decisão da SEI de aprovar o licenciamento do System V, pedido pelas empresas Sid e Edisa, pode emperrar um pouco os anúncios de disponibilidade do Edix V, do Digix V e Sidix 3.1.

  • Para os fornecedores envolvidos na questão, contudo, a avaliação é clara: a aprovação do componente importado dos sistemas lhes garante, por lei, tranquilidade para prosseguir no porte e nas extensões do sistema.

 

Um esforço respeitável. Mundo Unix. maio/89. Ano 1. número 2. p 6.

 

  • Existe muito mais no SOX do que a badalada quantia de US$ 20 milhões. O maior esforço de desenvolvimento de software que o país já fez, o sistema começou a ser concebido no primeiro semestre de 1984.

  • Inicialmente pensava-se implementar um sistema compatível com a versão 7 do Unix, porém, em 1985 a AT&T publicou o “System V Interface Definition”, onde são especificados a interface e os comandos do Unix v. 2. O SVID foi, então, adotado como base para o SOX.

  • As 50 mil linhas de fonte geradas, sendo 44 mil para o sistema operacional residente e 6 mil de biblioteca, foram escritas em linguagem C e assembler. O desenvolvimento foi em computadores da linha 500 e, mediante um cross-compiler, o código foi gerado para os processadores Motorola.

  • Os trabalhos do SOX ocuparam vários projetistas: no núcleo, 4; no servidor, 5; no shell, 3; nos controladores, 5; na linguagem C, 4; no sistema de arquivamento, 3; nos comandos, 6; no teleprocessamento, 15 projetistas.

  • Atualmente, a Cobra mantém contratos de licenciamento do SOX com as empresas Labo, EBC, Radix, Scopus e Itautec. A evolução do SOX, segundo a Cobra, prevê multiprocessamento , memória virtual, X-Windows, uma interface gráfica com usuário, e na parte de rede, serviços de arquivo e suporte a terminal.

 

p.14-15 – Propaganda sobre o SOX e Placa SOX-PC

 

 

 

 

 

 

 

 

Murquia, Luis Eduardo. Guerra do Unix: a opinião dos especialistas. Mundo Unix. maio/89. Ano 1. número 2. p 23.

 

  • Cenários possíveis no futuro do Open Software Foundation: ou desaparece nas disputas políticas dos fornecedores associados, ou será uma verdadeira empresa independente de desenvolvimento de software.

  • Os ambientes Unix apoiados por OSF e o rival, liderado por AT&T, Unix International (UI), ..., são extremamente similares. A diferença está na decisão da UI basear-se no Unix, System V da AT&T, quando de o OSF tem escolhido como base o AIX da IBM.

  • As similaridades entre os padrões do OSF e UI farão que o “mundo Unix” seja menos confuso para usuários finais e para empresas de software. O ideal será ter única fonte de implementação Unix.

  • Existe uma chance de 50% que o OSF e o UI se adequarãoo aos padrões POSIX e X/Open.

  • Padrões são uma consequência de um marketing de sucesso e de uma grande participação de mercado.

  • Em setembro de 1988, foi comercializada a licença Unix número 1000000.

  • Unix tem crescido no segmento de supermicro e supermini.

 

 

Dantas, Marcos. Desenvolver, desenvolvemos. mas, o futuro... Mundo Unix. junho/89. Ano 1. número 3. p 4.

 

  • desenvolvimento de produtos e processos é a própria essência de indústria de informática. Convoca o trabalho de engenheiros e técnicos que resultará na maior agregação de valor e na diferenciação de produtos finais.

  • A política Nacional de Informática visou impedir a “taiwanização” do Brasil na informática. Recusamo-nos à função função de meros montadores de produtos projetados no exterior; reivindicamos a criação de uma competência nacional para , também, projetá-los.

  • Em cerca de 60 empresas industriais que representam 90% do mercado, estão empregados 15 mil engenheiros, montaram-se 15 mil metros quadrados de laboratórios de desenvolvimento de máquinas e programas.

  • desenvolver” não se limita a “desenhar” um novo produto. Desenvolve-se, também, em mercadologia, em processos, em assistência técnica.

  • Tudo isto pode ser insuficiente para sustentar a próxima etapa da PNI que deverá buscar a competitividade internacional da tecnologia brasileira. Das duas, uma: ou aglutinamos e damos porte às empresas nacionais, ou nossas equipes de desenvolvimento logo se transformar-se-ão em meros apêndices de poderosas equipes multinacionais (olhando bem, é o que se começa a vislumbrar).

 

 

  • Cobra lança linha X e espanta concorrência.Mundo Unix. Junho 1989 Ano I no. 3 p. 12-13. Computer World do Brasil (fotos 1/2/3)

    • propaganda .....

 

 

 

  • Consórcio internacional adverte Cobra sobre divulgação do selo X/OPen. Mundo Unix. Julho 1989 Ano I no. 4 p. 6. Computer World do Brasil.

    • Consórcio internacional X/OPen enviou uma correspondência à Cobra, que por obra do lobby anti-SOX tornou-se pública, onde o grupo pedia mais “moderação” por parte da estatal na divulgação geita em torno da homologação conquistada pelo SOX.

    • no documento, assinado pela diretora comercial do X/Open, Anne Evetts, a Cobra deve utilizar somente o selo X/Open com base em 85, pois o SOX mostrou-se, segundo os testes de verificação, aderente à esta versão do XPG.

    • O motivo da carta foi um texto de apresentação divulgado na cerimônia de anúncio da homologação, na Abicomp, e assinado pelo presidente da Cobra, Ivan da Costa Marques. Nele, havia impresso um selo X/OPen 88.

    • A Cobra, entretanto, garante que usou o selo como um exemplo .

    • Segundo Manoel Lage, diretor de tecnologia, o sistema operacional foi aprovado na suite de testes do XPG versão 2, publicado em 87, porém a definição de que logo será utilizado é função do teste não só do sistema, mas também de componentes adicionais, como compilador Cobol, ADA e implementações SQL.

    • O documento do X/Open também resalta que “a licença do sistema não significa que ele seja similar ou equivalente a qualquer outro sistema”, e nota que qualquer infração pode levar à anulação do contrato.

    • O episódio é visto pela diretoria da Cobra como uma campanha para denegrir a imagem da empresa junto ao consórcio.

    • Trata-se de um lobby da AT&T, visto com aprovação pelos fabricantes de supermicros que licenciaram o release 3 do system V, para impedir que a Cobra utilize a homologação do SOX como argumento de prova de similaridade.

    • Os fabricantes de supermicros da linha 68000 reclamam da forma paternalista como a Cobra vem conduzindo a questão, e consideram que assunto deve ser decidido no mercado. Segundo eles, quem está se beneficiando do impasse são os fabricantes de micro 386, que vêm comercializando seus sistemas com SCO Xenix sem problemas.

 

  • Cobra prepara evolução do X20 para a Sucesu. Mundo Unix. Julho 1989 Ano I no. 4 p. 6. Computer World do Brasil.

    • a equipe técnica da Cobra não quer parar e prepara a evolução do supermicro X20 para apresentar na SUCESU que começará em São Paulo, de 18 a 22 de setembro.

    • Novidade, segundo o diretor Manoel Lage, será a demonstração da rede Ethernet, padrão IEEE 802.3, ligando PC's ao supermicro X20.

    • Com suporte a redes locais, a Cobra estenderá a capacidade de conexão do sistema SOX.

 

  • Uma introdução à história do sistema Unix. Otto, Paulo José Bastos. Mundo Unix. Julho 1989 Ano I no. 4 p. 16-17. Computer World do Brasil.

       

     

    • UI e OSF unem interesses no X/OPen. Mundo Unix. Julho 1989 Ano I no. 4 p.21. Computer World do Brasil.

      • os motivos de atrito entre a OSF e a Unix International (UI) parecem diminuir a cada dia.

      • OSF e UI, de agora em diante, são membros do X/Open, portanto associadas para contribuir na elaboração de um padrão UNIX.

      • Organização de mais de 70 participantes (apoiando o UNIX System V da AT&T), a Unix Internacional aderiu, como a OSF( 90 fabricantes suportando o AIX, que é o Unix da IBM), ao consórcio X/OPen, cujo objetivo principal é de cunho normativo. Sua missão: desenvolver um conjunto de especificações chamada CAE (Common Applications Environment) que garante portabilidade dos programas entre os diversos sistemas agregados ao X/OPen.

      • As associações ... têm , desde a sua estréia, anunciadao claramente a intenção de se submeterem às especificações estabelecidas pelo X/Open (CAE) e ao POSIX da IEEE.

      • Os trabalhos da X/Open têm como ponto de partida o SVID, a versão do System V, da AT&T.

     

     

    • Editorial. Campos, Alda. Mundo Unix. Agosto 1989 Ano I no. 5 p.1. Computer World do Brasil – foto do editorial.

     

     

    • Os padrões, as modas e as imposições. Pluciennik, Moysés Aron. Mundo Unix. Agosto 1989 Ano I no. 5 p.8-9. Computer World do Brasil. – foto

     

    • SCO Xenix: um bem-sucedido Unix para Intel (Cavalcanti, Sergio Cabral,. Mundo Unix. Agosto 1989 Ano I no. 5 p.20. Computer World do Brasil) – foto

     

    • Desenvolvimento de sistemas abertos no Terceiro Mundo. Silva, Manoel Lage. Mundo Unix. Setembro 1989 Ano I no. 6 p.4. Computer World do Brasil.

      • anos 80 têm sido palco do que se poderia chamar de uma revolução tanto tecnológica quanto de mercado, no que diz respeito aos sistemas de processamento da informação – o advento de padrões e de sistemas abertos.

      • A rápida consolidação dos sistemas abertos tem origem na crescente demanda pelos usuários e consequente percepção, pelos fornecedores, desta tendência.

      • Poder desenvolver software básico - notadamente sistemas operacionais – a partir de especificações abertas significa dominar a tecnologia associada e em consequência penetrar no mercado com marca própria e sgundo uma estratégia autônoma. E qual mercado será esse? Ora, o mercado já estabelecido pelo padrão amplamente aceito!

      • 3 exemplos:

        • 1o. A IBM desenvolve um sistema operacional do tipo Unix – o AIX, já disponível em algumas de suas máquinas.

        • 2o. O governo japonês ( através do MITI) e várias das maiores empresas japonesas , empenharam-se no projeto conhecido como TRON. Não seria mais fácil e rápido apenas “agregar valor” a arquitetura e sistemas já disponíveis nos EUA, como apregoam alguns no Brasil? Por que “reinventar a roda”?, ecoam outros. Bem, os japoneses sabem a resposta ...

        • 3a. A AT&T negou-se durante anos a licenciar o UNIX para empresas brasileiras – a comunidade de informática conhece a histŕoia; concede em fazê-lo agora, no entanto. Quais os exatos motivos dessa mudança? Voltará no futuro a negar o licenciamento?

      • O economista norte americano Jeffrey Sachs sugere, em recente entrevista publicada no jornal “O Globo”, que o Brasil tem “medo de banqueiros credores” e que portanto não consegue negociar adequadamente a sua dívida externa.

      • Parece-me que o mesmo se aplica à questão tecnológica – curvado diante do Olimpo da tecnologia estrangeira, o Brasil hesita na definição de uma política tecnológica que capitalize sobre as inequívocas conquistas já alcançadas e aproveite as oportunidades como a oferecida pela emergência dos sistemas abertos.

     

    • Discriminação contra quem mais investiu em tecnologia no país. Mundo Unix. Setembro 1989 Ano I no. 6 p.6. Computer World do Brasil.

      • 5 empresas nacionais importantes , que licenciaram ou querem licenciar o UNIX da AT&T (Digirede, Edisa, Medidata , SID e Sisco), decidiram jogar pesado contra o plano de substituir aquele sistema operacional pela alternativa tupiniquim que é o SOX da Cobra.

      • A operação se iniciou pela divulgação, no dia 24 de agosto, de um extenso documento de 24 páginas , intitulado “Em defesa de tecnologias abertas”, que procura mostrar os absurdos por trás da iniciativa daquela estatal para impor-lhes o SOX. Este prodito, segundo o documento, embora se constitua numa conquista acadêmica, uma vez que demonstra a capacidade de implementar um sistema que foi concebido por outros, tem ainda muito a caminhar para se igualar com as versões atualizadas do UNIX e padrões correlatos.

      • Constesta também a validade técnica do selo de conformidade do SOX junto à X/Open, usada pela Cobra para defender a existência de similaridade entre os dois sistemas operacionais.

      • Esta pretensão, de acordo com o documento, é absurda sobre todos os aspectos.

      • A eventual decisão a favor do SOX finalmente caracteriza , prossegue o documento, uma grande discriminação em cima das empresas nacionais que há mais tempo vêm investindo no UNIX. Sistemas operacionais derivados do UNIX da AT&T operam no país em equipamentos da faixa dos supermin is fabricados por empresas estrangeiras (o HP-UX da HP, por exemplo).

     

    • A resposta da Cobra é uma série de melhorias no SOX. Mundo Unix. Outubro 1989 Ano I no. 7 p.8. Computer World do Brasil.

      • a resposta da Cobra à spressões para que desista do recurso impetrado ao CONIN, para que considere o UNIX da AT&T similar ao SOX, parece ser uma série de implementações novas neste sistema operacional.

      • Para comunicação com o próprio ambiente Unix, o primeiro produto é uma rede local padrão ETHERNET, onde o servidor de arquivos X-10 fornece os serviços RFS (Remote File System), permitindo acesso remoto e transparente a arquivos Unix like.

      • Para demonstrar a conectividade de dentro do padrão OSI, os equipamentos Cobra (X-10 e X-20) estarão ligados em rede local.

    • Cobra responde ao manifesto dos cinco. Mundo Unix. Outubro 1989 Ano I no. 7 p.8. Computer World do Brasil.

      • listando o que considera 9 mentiras e 25 meias verdades ou colocações equivocadas, a Cobra fez um texto didático para responder ao conhecido manifesto dos cinco, onde as empresas Edisa, Sid, Digirede , Sisco e Medidata defendem a aprovação do Unix da AT&T.

      • A resposta da Cobra , enviada aos membros do CONIN, vem com um total de 22 páginas.

      • A Cobra afirma que o objetivo do manifesto é o de confundir o Conin.

      • O texto questiona os investimentos, que tres fabricantes de supermicros alegam ter feito em seus sistemas UNIX-like. Embora tivessem apresentado os sistemas operacionais à SEI como 100% nacionais, o documento da Cobra diz que “os pesados investimentos das empresas Digirede, Edisa e SID, precisam ser melhor explicados, exibidos, entendidos e quantificados. O que diz o mercado é que boa parte destes investimentos está nas empresas americanas Aleujon(?), White-Smiths e Convergent, respectivamente”, e pondera que o Conin ou a SEI teria condições de realizar uma perícia técnica necessária.

      • Afirma ainda que é falsa a afirmação do manifesto de que os sistemas operacionais do tipo Unix que forem independentes da AT&T deverão desaparecer.

      • Segundo o presidente de uma destas empresas, sobre as insinuações da Cobra de que os sistemas SIDIX, DIGIX e EDIX basearam-se em produtos de fora, ele admite que “isto não é totalmente inverdade e é do conhecimento do mercado, mas de todo modo foi feito um investimento significativos neles.”

     

    • SEI aprova o cadastramento do UNIX System V V 3.2 para Digirede. Mundo Unix. Outubro 1989 Ano I no. 7 p.8. Computer World do Brasil.

      • a Digirede recebeu da SEI a aprovação do seu pedido de cadastramento do UNIX System V 3.2, publicada no Diário Oficial de 18 de outubro.

      • É a 4a. Empresa autorizada pela SEI a comercializar no país o sistema da AT&T.

      • A aprovação da SEI para a Digirede pode ser vista como um sinal verde ao sistema da AT&T.

      • O parecer do relator do Conin, o ministro do exército Leônidas Pires Gonçalves, deverá ser acatado. O parecer busca um consenso, concordando com a entrada do UNIX no Brasil e recomendando ao mercado estatal a utilização de um padrão de sistemas abertos homologado pela X/Open.

     

    • Cobra liga X a outros ambientes. Mundo Unix. Outubro 1989 Ano I no. 7 p.9. Computer World do Brasil.

      • durante a Feira da Sucesu, a Cobra evitou tratar da polêmica política.

      • Na opinião dos técnicos, o mais importante era mostrar as soluções de conectividade que “só oferece quem tem pleno domínio do produto”.

      • Dos 4 produtos demonstrados, 2 ainda em protótipo, o mais importante é o sistema de arquivamento distribuído, o que permite acesso a arquivos em diferentes CPUs em ambiente SOX. Funcionalmente, o sistema equivale ao RFS (Remote File System) da AT&T, segundo o gerente de software Antônio Eugênio Gadelha.

     

    • Padronização de sistemas abertos. Mundo Unix. Outubro 1989 Ano I no. 7 p.11. Computer World do Brasil. - fotos

     

     

    • A evolução do Sistema operacional UNIX no mercado frânces. Mundo Unix. Outubro 1989 Ano I no. 7 p.22. Computer World do Brasil. - foto

     

     

    • Cobra quer desbancar o XENIX com SOX/386. Mundo Unix. Novembro 1989 Ano I no. 8 p.5. Computer World do Brasil.

      • parece empenhada em fazer do SOX/386 um superproduto que possa, segundo o seu diretor de tecnologia, Manoel Lage, ganhar do SCO Xenix no mercado por um preço cerca de 50% menor.

      • Equipe do SOX trabalhou no transporte do sistema X windows e já pensa em licenciar a interface OSF/Motif, que para rodar necessita da versão 11.3 do X Windows.

      • Manoel Lage pagou  XX US$ pelas fitas do sistema X de domínio público.

      • Há esperanças que no início de 1990 o sistema padrão para gerenciamento de janelas já esteja implementado. Também até lá garante que terá pronto o TCP/IP.

      • O projeto SOX/386 envolve profissionais da Cobra e da Itautec, e buscará compatibilidade com o UNIX 3.2

     

     

     

     

     

    1991

     

    • Cobra liga o SOX com multiprocessadores (Mundo Unix. Outubro 1991 Ano III no. 31 p. 8. Computer World do Brasil)

      • aproveitou a feira de Informática para lançar um novo supermicro Motorola 68030 a 50Mhz.

      • O equipamento rodando SOX fazia parte de uma rede que ligava praticamente todo o box da Cobra na feira. (gerente de marketing Camilo Augusto Sequeira)

     

    1992

     

    • Os números do mercado brasileiro de computador que rodam UNIX (Mundo Unix. julho 1992 Ano IV no. 40 p. 4. Computer World do Brasil)

      • a linha Motorola ainda mantém hegemonia em termo de microprocessador

      • gráfico de fornecedores líderes de sistemas multiusuários UNIX (Edisa 6%; Cobra 4 %) - % valor de vendas *confirmar na revista.

     

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